Fique esperto: pesquisa mostra agrotóxicos em verduras, peixes e vinhos

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A presença de agrotóxicos acima do permitido em vinhos e até em peixes foi detectada por uma pesquisa realizada no Espírito Santo, coordenada pelo professor da UVV, Rodrigo Scherer. No estudo foram usados produtos do Brasil e do exterior. Comprovou-se que cerca de 15% das amostras de vinhos coletadas e 5% das amostras de peixes estavam contaminadas.

 

Acima de 15% das amostras de mais de 150 rótulos de vinhos tintos do Uruguai, Argentina, Chile e Brasil, incluindo dois vinhos de Santa Teresa, no Espírito Santo, apresentaram presença de pelo menos um agrotóxico. Ditiocarbamatos foram os principais produtos encontrados. O mais preocupante é a presença de elevados índices de azoxitrombina (913 µg/L), um fungicida de classificação toxicológica classe III (mediamente tóxico), que é utilizado no cultivo das uvas.

 

No caso dos peixes, foram analisadas 80 amostras de tilápias coletadas nos principais polos produtores do Brasil e os resultados mostraram que 5% das amostras apresentaram agrotóxico, com valores entre 100 e 240 µg/kg de piraclostrobina, que é um fungicida classificado como altamente tóxico pela OMS. Segundo o professor, apesar de 5% ser uma quantidade pequena, agrotóxicos Classe II de toxicidade são muito perigosos para saúde, e isso o deixa preocupado.

 

Os vegetais também foram estudados. Mais de 200 amostras foram coletadas no Casa/ES, incluindo morango, abobrinha, mamão, tomate, couve, pepino etc. Os resultados mais críticos foram apresentados pelas amostras de couve, tomate e mamão.

 

No mamão chegou a ser encontrada a presença de quatro agrotóxicos em uma mesma amostra. Para as amostras de tomate, foram encontrados dois agrotóxicos, um deles não autorizado e outro em quantidade 10 vezes maior que o permitido. Já na couve foi encontrado o agrotóxico profenofós em níveis exorbitantes, chegando a 3360 µg/kg.

 

O profenofós, apesar de proibido para cultura da couve, é permitido em outras culturas como repolho, cujo valor máximo que poderia ser encontrado é de 50 µg/kg, ou seja, chegando a mais de 60 vezes a quantidade permitida.

 

Vale destacar que o profenofós, segundo explica o professor, é um inseticida muito utilizado no controle de pragas, mas em altas concentrações é tóxico também em seres humanos. Há relatos de que podem ser fatais em caso de intoxicação.

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