Mulher é acorrentada, estuprada e morta por criminoso que ela alfabetizava

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Simone foi morta por um indivíduo que ela ensinava a ler e escrever (Foto: reprodução)

A Polícia de São José do Rio Preto/SP continua no encalço do indivíduo acusado de estuprar e matar Simone de Moura Facini Lopes, 31 anos. Ela foi encontrada seminua e acorrentada a uma cama na chácara que frequentava há quatro meses, alfabetizando o suspeito de tê-la assassinado.

 

De acordo com a polícia, Simone foi acorrentada, estuprada e morta com um golpe de marreta pelo homem que ela estava auxiliando com um trabalho social. A morte cruel da mulher revoltou a população e seus parentes. O acusado está foragido, mas a polícia não divulgou o seu nome.

 

O indivíduo já tinha passagem pela polícia por abuso sexual e estava sendo assistido por Simone. Ela era religiosa e fazia um trabalho social, ajudando a alfabetizar o criminoso. Naquele dia ela saiu de casa às 11h para ministrar ensino religioso ao indivíduo e nunca mais retornou.

 

O corpo de Simone foi encontrado nesse sítio, em São José do Rio Preto (Foto: reprodução)

O delegado Fernando Tedde, que está presidindo as investigações, não descarta a participação de outro homem no assassinato e deixa claro que o idoso, assim que for capturado, vai responder por estupro e por homicídio com requintes de crueldade.

 

O crime foi comunicado à polícia pelo dono da chácara, que já cumpriu pena por abuso sexual. Ele disse ao delegado que não estava em casa no momento do crime, garantindo que tinha passado o dia em outra cidade, ajudando um amigo em uma mudança.

 

O local foi periciado e materiais coletados que podem ajudar a encontrar o autor do crime. Foi confirmado que Simone morreu com um golpe de marreta na cabeça, e que estava seminua e presa pelas mãos e pés por correntes e cadeados. O dono da chácara também será investigado por seu histórico.

 

Amanda Caseroti Floresta, coordenadora do projeto social em que Simone atuava, disse que trabalhava com ela há três anos, e salienta que a vítima sempre foi dedicada e prestativa. “Ela sempre se propôs a fazer atividades que nem eram próprias da função”, disse Amanda.

 

“Simone sempre ajudou em muita coisa, sempre por iniciativa própria. Era uma pessoa muito boa e amorosa, sorridente e fazendo o seu melhor. Ficamos muito chocados e ainda é difícil acreditar o que aconteceu”, acrescentou a coordenadora do projeto.

 

Voluntária na Igreja Adventista, onde dava aulas para crianças em um projeto religioso e também ajudava pessoas de fora, Simone era casada com César Lopes há 13 anos com César Lopes, com quem tinha um filho de 12 anos.

 

 

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